EDUCAÇÃO HÍBRIDA NO BRASIL: AMBIVALÊNCIAS, TENSÕES E CAMINHOS POSSÍVEIS
Resumo
A Educação híbrida no Brasil tem ganhado grande relevância, principalmente a partir da pandemia de Covid-19. Contudo, tem enfrentado algumas disparidades de conceito, de política e de estrutura que limitam sua plena efetividade. Este estudo tem como objetivo a análise do desenvolvimento da Educação Híbrida no país ao destacar as ambiguidades terminológicas, as tensões entre vertentes pedagógicas e tecnológicas, bem como os desafios para uma implementação socialmente referenciada. Parte-se da metologia qualitativa de caráter descritivo e exploratório, com análises de decretos, pareceres e textos de referência do Ministério da Educação, além de revisões de artigos recentes sobre a temática. Como resultados, identifica-se a polissemia das terminologias, a criação da Rede de Inovação para a Educação Híbrida, o predomínio de interesses mercadológicos que podem precarizar o trabalho docente, além de barreiras como infraestrutura escolar deficiente na formação de professores. Conclui-se que a Educação Híbrida deve ser concebida como projeto pedagógico inclusivo, e que apesar de seu potencial, encontra-se em disputas conceituais e políticas que influenciam diretamente sua implementação. É necessário a construção de uma concepção que seja pedagógica, inclusiva e orientada por princípios de justiça social, além de investimento em infraestrutura física, tecnológica e de formação docente qualificada, não bastando uma atenção apenas da academia ou de formuladores de políticas, mas um chamado da sociedade para a sua materialização.