EDUCAÇÃO HÍBRIDA NO BRASIL: AMBIVALÊNCIAS, TENSÕES E CAMINHOS POSSÍVEIS

Authors

Abstract

A Educação híbrida no Brasil tem ganhado grande relevância, principalmente a partir da pandemia de Covid-19. Contudo, tem enfrentado algumas disparidades de conceito, de política e de estrutura que limitam sua plena efetividade. Este estudo tem como objetivo a análise do desenvolvimento da Educação Híbrida no país ao destacar as ambiguidades terminológicas, as tensões entre vertentes pedagógicas e tecnológicas, bem como os desafios para uma implementação socialmente referenciada. Parte-se da metologia qualitativa de caráter descritivo e exploratório, com análises de decretos, pareceres e textos de referência do Ministério da Educação, além de revisões de artigos recentes sobre a temática. Como resultados, identifica-se a polissemia das terminologias, a criação da Rede de Inovação para a Educação Híbrida, o predomínio de interesses mercadológicos que podem precarizar o trabalho docente, além de barreiras como infraestrutura escolar deficiente na formação de professores. Conclui-se que a Educação Híbrida deve ser concebida como projeto pedagógico inclusivo, e que apesar de seu potencial, encontra-se em disputas conceituais e políticas que influenciam diretamente sua implementação. É necessário a construção de uma concepção que seja pedagógica, inclusiva e orientada por princípios de justiça social, além de investimento em infraestrutura física, tecnológica e de formação docente qualificada, não bastando uma atenção apenas da academia ou de formuladores de políticas, mas um chamado da sociedade para a sua materialização.

Author Biographies

  • Maria Aparecida Rodrigues da Fonseca, Universidade Federal de Goiás

    Mestre e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em Metodologia do Ensino Superior (UniEvangélica), Metodologia e Pesquisa em Educação Básica e Mídias na Educação, ambas pela Universidade Federal de Goiás/UAB, licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2010) e em Língua Portuguesa pela mesma instituição (2007). Coordenou o Grupo de Pesquisa em Novas Tecnologias Educacionais (GENTE – Anápolis). Participou do Grupo de Estudos de Alfabetização (ALFA) Anápolis. Formadora de docentes nas áreas de Tecnologias da Informação, Mídias na Educação, Alfabetização, Letramento e Coordenação Pedagógica. Atualmente integra o quadro de professores efetivos da Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, onde atua como coordenadora pedagógica. Desde 2014, é membro do Grupo de Estudos de Educação a Distância (GEaD) da UFG, ação validada pela PROEC/UFG como ação de extensão nº FE-186, sendo pesquisadora participante da Rede de Investigação sobre EaD no Brasil e internacionalmente.

  • Joseany Rodrigues Cruz , Instituto Federal Goiano

    Professora efetiva no Instituto Federal Goiano, onde atua como Diretora do Centro de Referência para a Educação em Rede (CERFOR). É licenciada em Letras e em Comunicação Social pela PUC Minas. Possui mestrado em Linguística e Língua Portuguesa pela mesma universidade e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Goiás. Integra a Rede de Pesquisa em Educação a Distância na região Centro-Oeste (CNPq, 2019-2021). É membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Tecnologias e Educação a Distância – GEaD/CNPq/UFG e coordenadora da Região Centro-Oeste da Rede de Pesquisa em Educação a Distância Brasil, América Latina e Moçambique (Unirede, 2021-2025).

  • Fernando Wagner Costa Costa , Universidade Federal de Goiás

    Professor da educação básica, licenciado em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Cientista de Dados pela Faculdade Metropolitana e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Tecnologias e Educação a Distância (GEaD/UFG/CNPq) e membro/coordenador executivo da Rede de Pesquisa em Educação a Distância Brasil – Internacional/UFG, com apoio da Unirede (2019-2025).

  • Rodrigo Gouvêa Rodrigues, Universidade Federal de Goiás

    É Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (PPGE/FE/UFG). Possui Mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2018), 2 Licenciatura em Letras/Inglês e suas respectivas literaturas pelo programa PARFOR (UFMT/Sinop, 2016), 2 Licenciatura em Biologia pelo programa PARFOR (UFMT/Barra do Graças, 2013), Especialização em Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Sinop (2012), Licenciatura em Computação pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2010). Atualmente é Técnico em Assuntos Educacionais na Universidade Federal de Goiás (UFG/Goiânia), lotado na Faculdade de Educação (FE).

  • Daniela da Costa Britto Pereira Lima, Universidade Federal de Goiás

    Professora Adjunta da Universidade Federal de Goiás Doutora em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013), Pós-doutora em Educação pela UFMT (2019). Professora Associada da Universidade Federal de Goiás no Curso de Pedagogia e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE/UFG (2022). Editora Chefe da Revista Em Rede. Membro do conselho editorial da Revista Brasileira de Política e Administração da Educação - RBPAE, membro do Conselho Editorial da Revista Revelli (UEG), da Revista Exitus (UFOPA) e da Revista Série-Estudos da UCDB. Líder do Grupo de Pesquisa em Tecnologias e Educação a Distância (GEaD/UFG/DGP-CNPq). Coordenadora da Rede de Pesquisa EaD - Internacional Com apoio da Unirede (2019-2024).

Published

2026-01-20

Issue

Section

ESUD2025_Artigos Científicos | Trilha Temática III - Modelos pedagógicos, Trilhas de Aprendizagem e metodologias

Categories