CONSTRUINDO UMA EXPERIÊNCIA FORMATIVA COM DISCENTES: REFLEXÕES ÉTICAS SOBRE O USO DE IA EM EAD
Keywords:
Ética, Inteligência Artificial., Educação a DistânciaAbstract
O avanço da Inteligência Artificial (IA) impôs novos desafios à integridade acadêmica e formação crítica dos discentes da Educação a Distância (EaD). Assim, faz-se necessária a divulgação de princípios éticos e a construção de novos caminhos para o uso responsável da IA pelos estudantes da EaD. Neste contexto, o Conselho de Ética e Disciplina do Corpo Discente (CEDD) de uma instituição pública de ensino organizou ações com foco em Ética, integridade acadêmica e o uso da IA. Dentre essas ações se destaca o Papo Cabeça, evento de pesquisa que teve como objetivo promover reflexão crítica sobre o impacto das novas tecnologias no fazer acadêmico a partir de uma visão da Ética para os estudantes. Este estudo reconstrói o percurso de planejamento e execução do evento Papo Cabeça, considerando as decisões e desafios enfrentados e o produto final. Ancorando-nos em aportes de Freire, Vygotsky, Aristóteles e Alarcão, além da legislação brasileira e dos marcos regulatórios produzidos pela Unesco, para evidenciar tensões entre tecnologia e formação crítica que perpassaram essa experiência. Foi realizado um planejamento participativo, por meio de um formulário de consulta para levantar dúvidas e saberes prévios dos discentes e a partir deles construir coletivamente o conhecimento sobre IA. Salienta-se que a trajetória do CEDD na realização do evento Papo Cabeça ilustra como é possível articular a formulação de políticas educacionais com ações pedagógicas voltadas para a ética no uso da IA, e atuar como educador, promovendo um diálogo com a comunidade sobre integridade acadêmica. O êxito do evento reforça a importância de ações contínuas sobre o tema para formação cidadã e ética dos alunos. Como legado, fica um modelo de ação baseado em planejamento participativo, embasamento crítico e diálogo, que são caminhos concretos para integrar a IA à educação de forma ética e humanizadora mesmo diante de tecnologias disruptivas.