AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL: ENTRE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO E MERCANTILIZAÇÃO

Autores/as

  • Filipe Tadeu de Salles Autor

Palabras clave:

Mercantilização da educação, Educação a Distância, Democratização do acesso

Resumen

O artigo analisa as transformações recentes do ensino superior brasileiro a partir da relação entre autonomia universitária e Educação a Distância (EaD), problematizando como a expansão acelerada da modalidade se articula à democratização do acesso e, ao mesmo tempo, à mercantilização da educação. O objetivo é compreender de que forma a EaD se consolidou no Brasil como estratégia de inclusão e inovação e quais são os principais desafios relacionados à permanência discente, à qualidade acadêmica e ao papel das universidades públicas nesse processo. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica, análise documental e diálogo crítico com estudos nacionais e internacionais, e as discussões mais recentes sobre regulação e cultura digital. Os resultados evidenciam que a EaD ultrapassou o ensino presencial em número de matrículas, com predominância do setor privado, mas enfrenta elevadas taxas de evasão, especialmente em cursos de licenciatura, além de dificuldades de institucionalização e credibilidade social. A pesquisa mostra ainda que experiências internacionais de pós-graduação a distância demonstram a viabilidade da modalidade com qualidade equivalente à presencial, desde que vinculada a programas consolidados. Conclui-se que a EaD pode ser instrumento de democratização e inovação, mas depende de políticas públicas consistentes, de práticas institucionais de acolhimento e engajamento estudantil e de governança capaz de integrar tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial, de forma ética e pedagógica, assegurando qualidade socialmente referenciada.

Publicado

2026-01-20

Número

Sección

ESUD2025_Artigos Científicos | Trilha Temática I - Gestão, Governança e Políticas Públicas

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