O SEMIPRESENCIAL E A IMPOSIÇÃO DO SEMICONCEITO: DESAFIOS DO MARCO REGULATÓRIO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Palabras clave:
Educação a Distância, Novo Marco Regulatório, Semipresencial, SemiconceitoResumen
A expansão acelerada da Educação a Distância (EaD) ao longo das últimas décadas, mormente na formação de professores, tem levado a uma série de debates sobre a qualidade dos processos formativos. Fato é que muitas propostas têm sido empreendidas com uma noção de qualidade economicamente orientada, pouco preocupadas com a qualidade dos profissionais egressos. Diante dos desafios enfrentados na educação brasileira, recentemente o Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Ministério da Educação (MEC) apresentaram o novo marco regulatório da EaD. Dentre as mudanças, cita-se a criação de uma “modalidade”, chamada de semipresencial, para abarcar os cursos de formação docente. Haja vista tal cenário, este ensaio teórico tem, como objetivo geral, problematizar a proposta de uma educação semipresencial, identificando-a como tentativa de imposição ou retomada de um semiconceito. Com abordagem qualitativa, o texto resgata autores e discussões para problematizar o cenário atual. Busca-se lançar luzes sobre os debates hodiernos, trazendo inquietações consideradas necessárias. Chega-se à afirmação de que o assim chamado semipresencial é um semiconceito que condena os fenômenos à sua incompletude, inviabilizando olhares críticos e alinhados às características histórico-sociais. Ignora-se, assim sendo, os próprios processos de hibridização da sociedade e das práticas educacionais. Produz-se uma noção superficial do objeto que obnubila desafios e entraves reais.