TRANSFORMANDO REALIDADES COM A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: RELATO DE UMA AÇÃO EXTENSIONISTA
Keywords:
ensino, Educação a Distância, extensao, Universidade Aberta do BrasilAbstract
Este artigo discute a relevância da Educação a Distância (EaD) como instrumento de democratização do conhecimento e evidencia o papel das atividades de extensão universitária na formação cidadã e acadêmica dos estudantes, sobretudo em contextos interiorizados. O problema central da pesquisa consiste na busca por estratégias que fortaleçam a EaD, promovendo a integração entre universidade e comunidade e reafirmando a modalidade como espaço legítimo de produção e aplicação do saber. O objetivo principal foi aproximar o conhecimento acadêmico das realidades locais dos polos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio de ações extensionistas realizadas em dez municípios sergipanos, contribuindo para o reconhecimento social da EaD e para a formação crítica, solidária e cidadã dos estudantes. A metodologia foi organizada em quatro etapas — escuta ativa nos polos, análise de viabilidade técnica, devolutiva aos estudantes e execução dos projetos — e contou com a atuação colaborativa de estudantes, docentes, coordenadores de curso e lideranças locais. A coleta de demandas ocorreu por meio de reuniões presenciais e virtuais, resultando na elaboração de 20 projetos de extensão interdisciplinares voltados às necessidades comunitárias. Os principais resultados apontam para a elevada participação estudantil, o fortalecimento do vínculo entre universidade e comunidade e maior engajamento acadêmico dos discentes. O projeto Óleos do Futuro, desenvolvido no município de Nossa Senhora da Glória, destacou-se pelo impacto direto em práticas sustentáveis e inovadoras. A experiência demonstrou que a EaD pode fomentar iniciativas transformadoras quando articulada a ações extensionistas bem estruturadas. Conclui-se que tais atividades promovem pertencimento institucional, desconstroem preconceitos que atribuem menor qualidade à EaD e reforçam o papel da universidade pública na construção de uma sociedade mais justa, plural e participativa, conforme defendem Cunha (2019) e Charlot (2002).