A AGENDA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PÚBLICA NO BRASIL
Palabras clave:
Educação a Distância. Ciclo de Políticas Públicas. Modelo de Múltiplos Fluxos.Resumen
O presente artigo analisa o processo de formação da agenda de políticas envolvendo o campo da Educação a Distância pública no Brasil, nos últimos 30 (trinta) anos. O texto demarca como a EaD ascende como área de interesse governamental, por meio do surgimento (formulação e implementação) de políticas públicas nacionais de indução e fomento à modalidade, destacando, assim, o papel exercido por essas políticas no cenário de expansão e reconhecimento dessa área na realidade das instituições. Discute-se, portanto, como tal expansão se desenvolveu no período demarcado, muito em associação com outras políticas públicas, sobretudo no campo da formação de professores. A discussão se sustenta em pesquisa documental, realizada a partir das contribuições de Silva (2022), e tendo como referencial de análise o “modelo de múltiplos fluxos” de J. Kingdon, apoiado nos estudos de Capella (2005 e 2018). Conclui-se, neste caso, que o advento de programas governamentais de Educação a Distância acabou suscitando um novo debate no campo da EaD pública brasileira, especialmente em tempos recentes, produzindo, assim, uma mudança crucial de agenda. A nova agenda tem sido caracterizada pela transição da oferta de cursos na modalidade a distância, por parte de instituições públicas — antes totalmente concentrada nas políticas federais de fomento, como a UAB — para um movimento em torno do fortalecimento do debate em torno da institucionalização da modalidade.